F.D'GOLD D.T.V.M. LTDA.

CNPJ (MF) 08.673.569/0001-20

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BALANÇOS PATRIMONIAIS ENCERRADOS EM 30 DE JUNHO DE 2009 E 2008

(Em R$ mil)


ATIVO

PASSIVO

2009

2008

CIRCULANTE

1.008

740

DISPONIBILIDADES

805

697

OUTROS CRÉDITOS

152

7

Diversos

152

7

OUTROS VALORES E BENS

51

36

Despesas antecipadas

51

36

NÃO CIRCULANTE

75

89

IMOBILIZADO DE USO

68

81

Outras imobilizações de uso

91

89

(Depreciações acumuladas)

(23)

(8)

DIFERIDO

7

8

Gastos de organização e expansão

9

9

(Amortização acumulada)

(2)

(1)

2009

2008

CIRCULANTE

198

181

OUTRAS OBRIGAÇÕES

198

181

Carteira de câmbio

-

48

Fiscais e previdenciárias

128

49

Negociação e intermediação de valores

43

-

Diversas

27

84

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

885

648

Capital:

550

550

De Domiciliados no país

550

550

Reservas de lucros

127

-

Lucros acumulados

208

98

TOTAL DO ATIVO

1.083

829

TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

1.083

829


DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO

(Em R$ mil)

CAPITAL REALIZADO

RESERVAS DE LUCROS

LUCROS OU PREJUÍZOS

ACUMULADOS

TOTAL


SALDOS EM 1º DE JANEIRO DE 2009

550

127

25

702

Lucro líquido (prejuízo) do período

-

-

183

183

SALDOS EM 30 DE JUNHO DE 2009

550

127

208

885

MUTAÇÕES DO PERÍODO

-

-

183

183

SALDOS EM 1º DE JANEIRO DE 2008

550

-

25

575

Lucro líquido (prejuízo) do período

-

-

73

73

SALDOS EM 30 DE JUNHO DE 2008

550

-

98

648

MUTAÇÕES DO PERÍODO

-

-

73

73


DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PELO MÉTODO INDIRETO

Semestres findos em 30 de junho de 2009 e 2008

(Em R$ mil) 

2009

2008

Fluxos de caixa das atividades operacionais

Lucro líquido do semestre

183

73

Depreciações e amortizações

8

5

191

78

Variação de Ativos e Obrigações

(116)

110

(Redução) Aumento de outros créditos

(120)

6

redução de outros valores e bens

(45)

(35)

Aumento em outras obrigações

49

139

Caixa líquido proveniente das atividades operacionais

75

188

Fluxos de caixa das atividades de investimento

Alienações de:

Imobilizado de uso

-

24

Inversões em:

Imobilizado de uso

(2) (50)

Caixa líquido usado nas atividades de investimento

(2)

(26)

Aumento líquido de caixa e equivalentes de caixa

73

162

Caixa e equivalentes de caixa no início do período

732

535

Caixa e equivalentes de caixa no fim do período

805

697


NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

EM 30 DE JUNHO DE 2009 E 2008

(Valores em R$ mil)

1. Contexto Operacional

A F.D’GOLD Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. foi constituída em 12 de dezembro de 2006 e autorizada pelo Banco Central do Brasil a operar em 18 de janeiro de 2007. 

Tem por objetivo atuar preponderantemente no mercado de ouro e de títulos e valores mobiliários em seu nome e/ou em nome de terceiros. 

2. Apresentação das Demonstrações Contábeis

As demonstrações contábeis foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais abrangem a legislação societária, os Pronunciamentos, as Orientações e Interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC, e apresentadas com as diretrizes estabelecidas, pelo Banco Central do Brasil, através do Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional – COSIF.

As Leis nº 11.638/07 e 11.941/09 alteram diversos dispositivos da Lei nº 6.404 (Sociedades por Ações). Essas alterações trouxeram alterações que apresentam efeitos às demonstrações contábeis.

As principais alterações podem ser resumidas como segue:

a) Apresentação da Demonstração do Fluxo de Caixa – DFC em substituição à Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos – DOAR;

b) Criação do grupo de contas do “ativo intangível” e exclusão do grupo de contas “diferido” no ativo permanente, exclusão do grupo “resultados de exercícios futuros” no passivo e exclusão do “resultado não operacional”, na Demonstração do Resultado do exercício.

3. Resumo das Principais Práticas Contábeis

a) Apuração de resultado 

As receitas e despesas são reconhecidas pelo regime de competência. 

b) Demais ativos circulantes

São demonstrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos e das variações monetárias (“pro rata” dia) auferidos até a data do balanço e ajustado, quando aplicável, por provisão considerando os valores de mercado ou de realização.

c) Demais Passivos Circulantes

São demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, incluindo, encargos e variações monetárias (“pro rata” dia) incorridos até a data do balanço.

d) Imobilizado de uso/Diferido

O imobilizado de uso está contabilizado ao custo de aquisição e a depreciação foi calculada pelo método linear, com base em taxas que levam em consideração a vida útil e econômica dos bens segundo parâmetros estabelecidas pela legislação tributária, sendo 20% a.a. para “Sistema de Processamento de Dados” e de 10% a.a. para as demais contas. O Diferido é representado por “Benfeitorias em Imóveis de Terceiros e Gastos Logiciais”, sendo amortizado as alíquotas de 10% e 20% a.a respectivamente.

e) Provisão para Imposto de Renda e Contribuição Social

A provisão para o imposto de renda foi constituída à alíquota de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10% sobre os lucros que excederem R$ 240 no ano. A provisão para contribuição social é calculada à alíquota de 15% (9% no período de janeiro a abril de 2008), após efetuados os ajustes determinados pela legislação fiscal. 

f) Contingências

Os passivos contingentes são reconhecidos quando, baseado na opinião de assessores jurídicos, for considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, gerando uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Os ativos contingentes são reconhecidos quando a administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos.

g) Caixa e equivalente de caixa

Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional e aplicações temporárias em ouro, cujo vencimento das operações na data de efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Distribuidora para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo.


30/06/2009

30/06/2008

Disponibilidades

805

697

Caixa

234

80

Depósitos Bancários

480

423

Aplicações temporárias em ouro

91

194

Total do Caixa e equivalente de caixa

805

697


4. Composição de Saldos Relevantes


30/06/2009

30/06/2008

Ativo

Outros Créditos

152

7

Impostos e contribuições a compensar

29

7

Devedores diversos - País

123

-

Passivo

Fiscais e Previdenciárias

128

49

Impostos e contribuições sobre lucros a pagar

108

33

Impostos e contribuições sobre salários

3

3

Impostos e contribuições sobre serviços terceiros

2

-

Outros - Pis e Cofins

3

7

IOF a recolher

12

6

Diversas

27

84

Obrigações p/ aquisições de bens e direitos

5

11

Provisão para pagamentos a efetuar

22

73


5. Capital Social

O capital social é representado por 550.000 quotas, totalmente subscritas e integralizadas por cotistas domiciliados no país.

6. Contingências

Os impostos e contribuições estão sujeitos à revisão e aprovação pelos órgãos competentes por períodos variáveis de tempo.

Não existem causas judiciais em que a Distribuidora seja contraparte. 

7. Despesas de Imposto de Renda e Contribuição Social


30/06/2008

30/06/2009

Resultado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social

291

106

Adições / Exclusões

9

3

Base de Cálculo

300

109

Imposto de Renda - 15% + 10% adicional

(63)

(16)

Contribuição Social – 9% e 15% (Nota 3.e)

(45)

(17)

Total da provisão de IRPJ e CSLL

(108)

(33)


No semestre foram pagos a título de antecipação, R$ 19 (R$ 4 em 2008) e R$ 13 (R$ 2 em 2008) de imposto de renda e contribuição social respectivamente.

8. Juros de Capital Próprio

Nos semestres encerrados em 30 de junho de 2009 e 2008, não foram pagos juros sobre Capital Próprio, conforme faculta o artigo 9º da Lei 9.249/95.

9. Partes Relacionadas


30/06/2009

30/06/2008

D´Gold Purificação de metal Precioso Ltda.

Outras despesas administrativas – Refino de Ouro (1)

13

36

Outras Partes relacionadas

Aquisição de Ouro

558

63


(1) A Distribuidora mantém com a ligada D`Gold Purificação de Metal Precioso Ltda. contrato de prestação de serviços de refino de ouro e intermediação de compra e venda de ouro nas unidades operacionais da ligada.
As transações com partes relacionadas foram contratadas a preços compatíveis com as praticadas com terceiros, vigentes nas datas das operações, levando-se em consideração a redução do risco.

10. Instrumentos Financeiros Derivativos

Política de utilização

A Distribuidora utiliza instrumentos financeiros derivativos, registrados em contas patrimoniais e de compensação, com o propósito de atender às suas necessidades no gerenciamento de riscos de mercado de suas operações no mercado físico de ouro.

Nos semestres encerrados em 30 de junho de 2009 e 2008, não havia instrumentos financeiros derivativos em aberto.

11. Riscos Operacionais

A Política de Risco Operacional da Instituição tem como objetivo definir diretrizes para a implantação e disseminação da cultura para a gestão do Risco Operacional, em todos os níveis da instituição. Estabelecendo papeis e obrigações para cumprir os objetivos traçados pela Diretoria. 

O gerenciamento do Risco Operacional é um dos principais pontos fundamentais da Instituição, pela característica de suas atividades, a instituição apresenta Risco Operacional baixo em razão de que suas atividades.

Em 26.06.2004, foi publicado o novo acordo da Basiléia (II), contendo a exigência de alocação de capital para o Risco Operacional. No Brasil a Resolução 3380, emitida pelo Bacen, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional, em 29 de junho de 2006, teve como definição: 

“A possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos.” 

O gerenciamento de Risco Operacional deve prever: Identificação, avaliação, monitoramento, controle e mitigação do risco operacional; documentação e armazenamento de informações referentes às perdas associadas ao risco operacional; Elaboração, com periodicidade mínima anual, de relatórios que permitam a identificação e correção tempestiva das deficiências de controle e de gerenciamento do risco operacional; realização, com periodicidade mínima anual, de testes de avaliação dos sistemas de controle de riscos operacionais implementados; Elaboração e disseminação da política de gerenciamento de risco operacional ao pessoal da instituição, em seus diversos níveis, estabelecendo papéis e responsabilidades, bem como as dos prestadores de serviços terceirizados.
Existência de plano de contingência contendo as estratégias a serem adotadas para assegurar condições de continuidade das atividades e para limitar graves perdas decorrentes de risco operacional; Implementação, manutenção e divulgação de processo estruturado de comunicação e informação. 

FRANCISCO TRENTINO

Diretor

DIRCEU SANTOS FREDERICO SOBRINHO

Diretor

REINALDO DANTAS

Contador CRC-1SP 110330/O-6


Parecer dos Auditores Independentes

Aos 
Diretores e Quotistas da
F´D Gold Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda.
São Paulo – SP

  1. Examinamos o balanço patrimonial da F.D’GOLD Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. em 30 de junho de 2009, e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, correspondentes ao semestre findo naquela data, elaboradas sob a responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis.

  2. Nosso exame foi conduzido de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil e compreendeu: (a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e o sistema contábil e de controles internos da Distribuidora; (b) a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados; e (c) a avaliação das práticas e estimativas contábeis mais representativas adotadas pela administração da Distribuidora, bem como da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.

  3. Em nossa opinião, as demonstrações contábeis referidas no parágrafo 1 representam, adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da F.D’GOLD Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., em 30 de junho de 2009, o resultado de suas operações, as mutações do seu patrimônio líquido e os fluxos de caixa, correspondentes ao semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. 

  4. Anteriormente, auditamos as demonstrações contábeis da F.D’GOLD Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., referentes ao semestre findo em 30 de junho de 2008, compreendendo o balanço patrimonial e as demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos, sobre as quais emitimos parecer sem ressalvas datado de 19 de agosto de 2008. Conforme mencionado na Nota Explicativa nº 2, as práticas contábeis adotadas no Brasil foram alteradas a partir de 1º de janeiro de 2008. As demonstrações contábeis referentes ao semestre findo em 30 de junho de 2008, apresentadas de forma conjunta com as demonstrações contábeis de 2009, foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis a entidades reguladas pelo Banco Central do Brasil para 30 de junho de 2008 e não estão sendo reapresentadas com ajustes para fins de comparação entre os semestres.

  5. A demonstração dos fluxos de caixa correspondente ao semestre findo em 30 de junho de 2008, preparada em conexão com as demonstrações contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2009, foi submetido aos mesmos procedimentos de auditoria descritos no parágrafo 2 e, em nossa opinião essa demonstração está adequadamente apresentada em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis, mencionadas no parágrafo 4, tomadas em conjunto. 

14 de agosto de 2009.

HORWATH TUFANI, REIS & SOARES Auditores Independentes
CRC 2SP015165/O-8

Alfredo Ferreira Marques Filho
Contador
CRC 1SP154954/O-3