F.D'GOLD D.T.V.M. LTDA.

CNPJ (MF) 08.673.569/0001-20

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BALANÇOS PATRIMONIAIS ENCERRADOS EM 30 DE JUNHO DE 2008

(Valores em R$ mil)


ATIVO

PASSIVO

2008

2007

ATIVO CIRCULANTE

740

705

DISPONIBILIDADES

697

692

OUTROS CRÉDITOS

7

11

Diversos

7

11

OUTROS VALORES E BENS

36

2

Despesas antecipadas

36

2

PERMANENTE

89

40

IMOBILIZADO DE USO

81

32

Outras imobilizações de uso

89

32

(Depreciações acumuladas)

(8)

-

DIFERIDO

8

8

Gastos de organização e expansão

9

8

(Amortização acumulada)

(1)

-

2008

2007

PASSIVO CIRCULANTE

181

81

OUTRAS OBRIGAÇÕES

181

81

Cobrança, arrec. tributos e assemelhado

-

10

Carteira de câmbio

48

-

Fiscais e previdenciárias

49

50

Diversas

84

21

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

648

664

Capital:

550

550

De Domiciliados no país

550

550

Lucros acumulados

98

114

TOTAL DO ATIVO

829

745

TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

829

745


DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS

30/06/2008

30/06/2007

RECEITAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA

505

222

Resultado de operações com títulos e valores mobiliários

505

222

RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA

505

222

OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS

(399)

(67)

Despesas de pessoal

(76)

(16)

Outas despesas administrativas

(291)

(39)

Despesas tributárias

(36)

(12)

Outras receitas operacionais

6

-

Outras despesas operacionais

(2)

-

RESULTADO OPERACIONAL

106

155

RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO E PARTICIPAÇÕES

106

155

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

(33)

(41)

Provisão para Imposto de Renda

(16)

(27)

Provisão para Contribuição social

(17)

(14)


LUCRO LÍQUIDO (PREJUÍZO) DO PERÍODO

73

114


Nº de quotas....................................:

550.000

550.000

Lucro/(Prejuízo) por quotas............... R$

0,13

0,21

DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS

30/06/2008

30/06/2007

ORIGENS DE RECURSOS

247

745

LUCRO LÍQUIDO AJUSTADO DO PERÍODO

78

114

Lucro líquido do período

73

114

Amortizações e depreciações

5

-

RECURSOS DE COTISTAS

-

550

RECURSOS DE TERCEIROS:

169

81

Aumento do Subgrupo do Passivo:

139

81

Outras obrigações

139

81

Diminuição dos Subgrupos do Ativo:

6

-

Outros créditos

6

-

Alienação de Bens e Investimentos:

24

-

Imobilizado de uso

24

-

APLICAÇÕES DE RECURSOS

85

53

INVERSÕES EM:

50

33

Imobilizado de uso

50

33

APLICAÇÕES DO DIFERIDO (+-)

-

7

AUMENTO DO ATIVO CIRC. E REAL. LONGO PRAZO

35

13

Outros créditos

-

11

Outros valores e bens

35

2


AUMENTO/REDUÇÃO DAS DISPONIBILIDADES

162

692


MODIFICAÇÃO NA POSIÇÃO FINANCEIRA

DISPONIBILIDADES

- Início do período

535

-

- Fim do período

697

692

- Aumento (ou redução) das disponibilidades

162

692

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO

(Valores em R$ mil)

Período de 01/01/2008 a 30/06/2008


EVENTOS

CAPITAL REALIZADO

LUCROS OU PREJUÍZOS

ACUMULADOS

TOTAL


SALDOS NO INÍCIO DO PERÍODO EM 01/01/2008

550

25

575

Lucro líquido (prejuízo) do período

-

73

73


SALDOS NO FIM DO PERÍODO EM 30/06/2008

550

98

648


MUTAÇÕES DO PERÍODO

-

73

73


Período de 01/01/2007 a 30/06/2007


EVENTOS

CAPITAL REALIZADO

LUCROS OU PREJUÍZOS

ACUMULADOS

TOTAL


SALDOS NO INÍCIO DO PERÍODO EM 01/01/2007

-

-

-

Aumento de capital

550

-

550

Lucro líquido (prejuízo) do período

-

114

114


SALDOS NO FIM DO PERÍODO EM 30/06/2007

550

114

664


MUTAÇÕES DO PERÍODO

550

114

664

 

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

EM 30 DE JUNHO DE 2008 E 2007

(Valores em R$ mil)

1. Contexto Operacional

A F.D`GOLD Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda, foi constituída em 12 de dezembro de 2006 e autorizada pelo Banco Central do Brasil a operar em 18 de janeiro de 2007.

Tem por objetivo atuar preponderantemente no mercado de ouro e de títulos e valores mobiliários em seu nome e/ou em nome de terceiros. 

2. Apresentação das Demonstrações Contábeis

As demonstrações contábeis foram preparadas com base nas disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações, e apresentadas com as diretrizes estabelecidas, pelo Banco Central do Brasil, através do Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional – COSIF.

3. Resumo das Principais Práticas Contábeis

a) Apuração de resultado 

As receitas e despesas são reconhecidas pelo regime de competência. 

b) Demais ativos circulantes

São demonstrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos e das variações monetárias (“pro rata” dia) auferidos até a data do balanço e ajustado, quando aplicável, por provisão considerando os valores de mercado ou de realização.

c) Demais Passivos Circulantes

São demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, incluindo, encargos e variações monetárias (“pro rata” dia) incorridos até a data do balanço.

d) Imobilizado de uso/Diferido

O imobilizado de uso está contabilizado ao custo de aquisição e a depreciação foi calculada pelo método linear, com base em taxas que levam em consideração a vida útil e econômica dos bens segundo parâmetros estabelecidas pela legislação tributária, sendo 20% a.a. para “Sistema de Processamento de Dados” e de 10% a.a. para as demais contas. O Diferido é representado por “Benfeitorias em Imóveis de Terceiros e Gastos Logiciais”, sendo amortizado as alíquotas de 10% e 20% a.a respectivamente.

e) Provisão para Imposto de Renda e Contribuição Social

A provisão para o imposto de renda foi constituída à alíquota de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10% sobre os lucros que excederem R$ 240 no ano. A provisão para contribuição social é calculada sobre o lucro tributável antes do imposto de renda.

Por meio da Medida Provisória nº 413/2008, publicada no Diário Oficial da União em 03 de janeiro de 2008, convertida na Lei 11.727 de 23 de junho de 2008, art. 17, o Governo Federal majorou a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido das Instituições Financeiras de 9% para 15%, produzindo efeitos sobre os resultados a partir de 1º de maio de 2008. A Instrução Normativa RFB nº 810/08 definiu a base de cálculo da referida majoração, adotando-se o critério de proporcionalidade das receitas brutas auferidas a partir de maio, em relação ao total das receitas acumuladas até a data da apuração.

f) Contingências

Os passivos contingentes são reconhecidos quando, baseado na opinião de assessores jurídicos, for considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, gerando uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Os ativos contingentes são reconhecidos quando a administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos.

g) Alterações na Lei das Sociedades por Ações

Em 28 de dezembro de 2007 foi promulgada a Lei no 11.638 com vigência a partir de 1º de janeiro de 2008. Essa lei alterou, revogou e introduziu novos dispositivos à Lei nº 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) e provocará mudanças nas práticas contábeis adotadas no Brasil. Embora a referida Lei já tenha entrado em vigor, as principais alterações por ela introduzidas dependem de normatização por parte dos órgãos reguladores para que sejam integralmente aplicadas pelas companhias. Dentre as principais alterações introduzidas estão: (i) Obrigatoriedade da apresentação das demonstrações de fluxos de caixa e do valor adicionado; (ii) alteração de critérios para avaliação de certos ativos e passivos; e (iii) Mudança na classificação dos incentivos fiscais de reserva de capital para o resultado do exercício.

O Banco Central, em 20 de março de 2008, divulgou comunicado nº 16.669, informando sobre os procedimentos para a adequação das normas contábeis. Decidiu-se determinar o desenvolvimento de ação específica, a ser concluída até 31 de dezembro de 2008, com o objetivo de promover a adequação da regulamentação aplicável às instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil às novas diretrizes contábeis definidas pela Lei nº 11.638.

O Banco Central, ao longo do exercício de 2008, editará normativos objetivando a adoção de procedimentos para a elaboração e publicação de demonstrações contábeis alinhadas à nova legislação, devendo as demonstrações contábeis relativas à data-base de 31 de dezembro de 2008 refletir a incorporação dos novos critérios. No momento e nessas circunstâncias, todavia, não é praticável mensurar com razoável segurança os efeitos da adoção plena da nova Lei em termos de resultado e patrimônio líquido.

4. Disponibilidades

Representado por depósitos bancários no valor de R$ 424 (R$ 36 em 2007) em instituição financeira nacional, pelo caixa no valor de R$ 79 (R$ 285 em 2007) e por aplicação em ouro no valor de R$ 194 (R$ 371 em 2007).

5. Outras Obrigações


30/06/2008

30/06/2007

Fiscais e Previdenciárias

49

50

Impostos e contribuições sobre lucros a pagar

33

41

Impostos e contribuições sobre salários

3

3

Outros - Pis e Cofins

7

6

IOF a recolher

6

-

Diversas

84

21

Obrigações p/ aquisições de bens e direitos

11

-

Provisão p/pagamentos a efetuar

73

16

Credores diversos - País

-

5


6. Capital Social, reservas e dividendos

O capital social é representado por 550.000 quotas, totalmente subscritas e integralizadas por cotistas domiciliados no país.

A administração, “ad referendum” da Assembléia de Cotistas, manteve em lucros acumulados o resultado do exercício para manutenção do capital de giro da distribuidora.

7. Contingências

Os impostos e contribuições estão sujeitos à revisão e aprovação pelos órgãos competentes por períodos variáveis de tempo.

Não existem causas judiciais em que a Distribuidora seja contraparte. 

8. Despesas de Imposto de Renda e Contribuição Social


30/06/2008

30/06/2007

Resultado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social

106

155

Adições / Exclusões

3

-

Base de Cálculo

109

155

Imposto de Renda - 15 %

16

27

Contribuição Social – 9% e 15% (Nota 3.e)

17

14

Total da provisão de IRPJ e CSLL

33

41


No semestre foram pagos a título de antecipação, R$ 4 (R$ 6 em 2007) e R$ 2 (R$ 2 em 2007) de imposto de renda e contribuição social respectivamente.

9. Juros de Capital Próprio

No semestre encerrado em 30 de junho de 2008 e 2007, não foram pagos juros sobre Capital Próprio, conforme faculta o artigo 9º da Lei 9.249/95.

10. Partes Relacionadas


30/06/2008

D´Gold Purificação de metal Precioso Ltda.

Outras despesas administrativas – Refino de Ouro (1)

36

Outras Partes relacionadas

Aquisição de Ouro

63


(1) A Distribuidora mantém com a ligada D`Gold Purificação de Metal Precioso Ltda contrato de prestação de serviços de refino de ouro e intermediação de compra e venda de ouro nas unidades operacionais da ligada.

As transações com partes relacionadas foram contratadas a preços compatíveis com as praticadas com terceiros, vigentes nas datas das operações, levando-se em consideração a redução do risco.

11. Instrumentos Financeiros Derivativos

Política de utilização

A Distribuidora utiliza instrumentos financeiros derivativos, registrados em contas patrimoniais e de compensação, com o propósito de atender às suas necessidades no gerenciamento de riscos de mercado de suas operações no mercado físico de ouro.

No trimestre não havia instrumentos financeiros derivativos em aberto.

12. Riscos Operacionais

A Política de Risco Operacional da Instituição tem como objetivo definir diretrizes para a implantação e disseminação da cultura para a gestão do Risco Operacional, em todos os níveis da instituição. Estabelecendo papeis e obrigações para cumprir os objetivos traçados pela Diretoria. 

O gerenciamento do Risco Operacional é um dos principais pontos fundamentais da Instituição, pela característica de suas atividades, a instituição apresenta Risco Operacional baixo em razão de que suas atividades.

Em 26.06.2004, foi publicado o novo acordo da Basiléia (II), contendo a exigência de alocação de capital para o Risco Operacional. No Brasil a Resolução 3380, emitida pelo Bacen, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional, em 29 de junho de 2006, teve como definição:

“A possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos.” 

O gerenciamento de Risco Operacional deve prever: Identificação, avaliação, monitoramento, controle e mitigação do risco operacional; documentação e armazenamento de informações referentes às perdas associadas ao risco operacional; Elaboração, com periodicidade mínima anual, de relatórios que permitam a identificação e correção tempestiva das deficiências de controle e de gerenciamento do risco operacional; realização, com periodicidade mínima anual, de testes de avaliação dos sistemas de controle de riscos operacionais implementados; Elaboração e disseminação da política de gerenciamento de risco operacional ao pessoal da instituição, em seus diversos níveis, estabelecendo papéis e responsabilidades, bem como as dos prestadores de serviços terceirizados; Existência de plano de contingência contendo as estratégias a serem adotadas para assegurar condições de continuidade das atividades e para limitar graves perdas decorrentes de risco operacional; Implementação, manutenção e divulgação de processo estruturado de comunicação e informação.

FRANCISCO TRENTINO

Diretor

DIRCEU SANTOS FREDERICO SOBRINHO

Diretor

REINALDO DANTAS

Contador CRC-1SP 110330/O-6


Parecer dos Auditores Independentes

Aos 
Diretores e Quotistas da
F´D Gold Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda.
São Paulo – SP

  1. Examinamos o balanço patrimonial da F.D’Gold Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., levantado em 30 de junho de 2008, e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos correspondentes ao semestre findo naquela data, elaborados sob a responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis.

  2. Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil e compreenderam: a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e o sistema contábil e de controles internos da Distribuidora; b) a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados; e c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela administração da Distribuidora, bem como da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.

  3. Em nossa opinião, as demonstrações contábeis referidas no parágrafo 1, representam, adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da F.D’Gold Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., em 30 de junho de 2008, o resultado de suas operações, as mutações de seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de seus recursos referentes ao semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil anteriormente à promulgação da Lei nº 11.638/07.

  4. Conforme mencionado na nota explicativa 3.g, em 28 de dezembro de 2007 foi promulgada a Lei n° 11.638, com vigência a partir de 1° de janeiro de 2008. Essa Lei alterou, revogou e introduziu novos dispositivos à Lei nº 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) e provocou mudanças nas práticas contábeis adotadas no Brasil. Embora a referida Lei já tenha entrado em vigor, algumas alterações por ela introduzidas dependem de normatização por parte do Banco Central do Brasil para serem integralmente aplicadas pelas instituições por ele autorizadas a funcionar. Dessa forma, nessa fase de transição, o Banco Central do Brasil, por meio do Comunicado nº 16.669, de 20 de março de 2008, permitiu a não aplicação das disposições da Lei nº 11.638/07 na preparação, em 2008, das demonstrações contábeis intermediárias. Assim, essas demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com instrução específica do Banco Central do Brasil e não contemplam as modificações nas práticas contábeis introduzidas pela Lei nº 11.638/07.

  5. As demonstrações contábeis relativas ao semestre findo em 30 de junho de 2007, apresentados para fins de comparação, foram examinadas por outros auditores independentes que, em 13 de agosto de 2007, emitiram parecer com negativa de opinião por: “não acompanhamos as contagens físicas de caixa e de estoques de ouro físico, nem foi possível firmarmos opinião sobre a existência física dos saldos contábeis de caixa e estoques de ouro físico por meio de procedimentos alternativos de auditoria.”

19 de agosto de 2008.

HORWATH TUFANI, REIS & SOARES Auditores Independentes
CRC 2SP015165/O-8

Alfredo Ferreira Marques Filho
Contador
CRC 1SP154954/O-3