Revista da Adeval 
Ano XVII - nº 180 Junho/2006

Edição Anterior

 

Editorial

Futuros: aos 20 anos, novos desafios

Ação/Noticiário

Comitê de Educação da CVM e Adeval
Meirelles e Levy na premiação dos "Bem Sucedidos 2006"
Ranking empresarial "The Economist": Brasil perde 3 posições
Balanços, a próxima revolução silenciosa: XBRL na SEC
ABVCAP tem novo presidente
Revolução na educação de Finanças e "investment grade"
Rede de comunicações Bovespa, BM&F e CBLC
"Bovespa vai até você": 300 mil pessoas atendidas
Empréstimos de ações: ferramenta anti-risco
Livros
Corretoras: expansão geográfica e capacitação

Agenda

A interação com o mercado de debates

Mercado Financeiro e de Capitais

Melhores práticas de Prevenção à Lavagem de Dinheiro
Opinião
Derivativos: 9,9 bilhões de contratos
Reunião-Almoço
Ney Castro Alves
Mercado homenageia Meirelles
Henrique de Campos Meirelles
O desafio do Crescimento Sustentado
Corretoras
BM&F lança Programa de Qualificação das Corretoras
Bolsas
Bovespa e BM&F iniciam estudos para desmutualização

Ponto de Vista

China dobra força de trabalho mundial
Indicadores
O desempenho das Instituições

 


EDITORIAL

Futuros: aos 20 anos, novos desafios
Ney Castro Alves (*)

    Um recorde de 9,9 bilhões de contratos foram negociados nas Bolsas de Futuros e Opções de todo o mundo em 2005. E o Brasil tem papel de destaque no ranking das principais Bolsas do Mundo: a BM&F ocupa o 5o lugar entre as 40 maiores Bolsas de Futuros exclusive Opções, e a Bovespa ocupa o 8o lugar entre as 58 maiores incluindo Opções. 
    É um reconhecimento mundial às Bolsas brasileiras e quase um presente de aniversário à BM&F – Bolsa de Mercadorias & Futuros que no dia 31 de Janeiro/2006, comemorou 20 anos de atividades e conquistas, numa festa que reuniu associados, autoridades e representantes do mercado financeiro. “Vejo o horizonte dos próximos vinte anos dessa instituição da mesma forma que seus fundadores viram, vinte anos atrás, disse Manoel Felix Cintra Neto, presidente do Conselho de Administração. “Com ousadia política e com a certeza de que somente uma instituição técnica, ética e profissionalmente blindada poderá continuar crescendo e ocupando espaços”.
    De minha parte, como participante ativo desse mercado, tendo sido presidente da antiga BMSP – Bolsa de Mercadorias de São Paulo (de 1986 a 1991 e que se juntou à BM&F em 1991), membro do Conselho da BM&F (desde 1991 e vice-presidente de 1998 a 2000) e atual membro do Conselho Consultivo (desde 2001), concordo plenamente com ele e todos nós hoje sentimos uma pontinha de orgulho. 
    Afinal, as ordens que hoje chegam à Bolsa movimentam diariamente mais de 1 milhão de contratos de juros, câmbio, índices, commodities em geral. Os usuários transformaram a BM&F em grande agente calculadora para marcações a mercado. Esses usuários nacionais e, cada vez mais, internacionais compram, vendem, consultam preços nas áreas mais críticas para a economia de um país e fazem girar nos pregões de viva-voz e eletrônicos valores superiores a US$ 7 trilhões de dólares por ano.
    Ao homenagear os membros do Conselho de Administração, Manoel Felix disse que gostaria de citar – um por um - os nomes de todos os integrantes do Conselho nestes 20 anos, e que seus nomes estavam registrados em livro lançado na ocasião. “Cada um ao seu modo, em seus mandatos, deram contribuições fundamentais para que essa grande orquestra chamada BM&F preencha harmoniosamente os espaços que a sociedade a ela atribuí e confia. Também homenageou os membros do Conselho Consultivo, integrado pelos ex-presidentes Eduardo Rocha Azevedo, Manoel Pires da Costa e Luiz Ribeiro, e pessoas cujos nomes dispensam apresentação, como Alcides Tápias, Affonso 
Celso Pastore, Alfredo Rizkallah, Gabriel Jorge Ferreira, Gustavo Marin, Pepe Esteve, Pratini de Moraes, Ney Castro Alves, Olavo Setúbal, Rubens Barbosa. E dirigiu um agradecimento especial a Raymundo Magliano, Alfredo Rizkallah e Álvaro Vidigal que participaram, em diferentes momentos, como representantes da Bovespa no Conselho de Administração”.

Vinte anos de evolução
    A BM&F surgiu e cresceu num contexto nacional e global por que as Corretoras tiveram a visão de um mercado novo. Vejamos uma evolução comparativa:
    “Os mais velhos se lembram de que em 1986 comemoramos o ano em que realizamos 1 milhão e 600 mil contratos; hoje fazemos isso a cada dois dias; no ano de 1991 realizamos 26 milhões de contratos; hoje basta um mês para isso. Praticamente dobramos o volume nos últimos dois anos. A Bolsa de 1 milhão de contratos/dia é uma realidade. Hoje, em apenas dois Pregões, o número de contratos negociados na BM&F se iguala a todo o volume de 1986, seu primeiro ano de funcionamento. A verdade é que o mercado estava lá nos anos 80. Esses mercados poderiam não ter aparecido aqui. As Corretoras inventaram esse mercado quando muitos não acreditavam nele. Colocamos o Brasil no seleto grupo dos cinco maiores centros de negociação de Contratos Futuros do mundo”.
    Ao longo dos seus 20 anos a BM&F evoluiu de um projeto voltado para Mercados Futuros para um tripé de Clearings sistemicamente relevantes nas áreas de Derivativos, Ativos e Câmbio; onde um settlement bank integra e completa essa estrutura.

O futuro é hoje
    “Vejo o horizonte dos próximos vinte anos dessa instituição da mesma forma que seus fundadores viram, vinte anos atrás. Com ousadia política e com a certeza de que somente uma instituição técnica, ética e profissionalmente blindada poderá continuar crescendo e ocupando espaços”.
    Os valores contratuais em giro nos Mercados Futuros das Bolsas da América do Norte correspondem a mais de 40 vezes o valor do PIB. No Brasil são 10 vezes. Quando valores tão grandes estão em giro no mundo e aqui também, só uma auto-regulação rigorosa, aliada à certeza jurídica por parte dos reguladores, permite que os mercados fluam normalmente. 
    Em recente congresso da Futures Industry Association, em Chicago, estimou-se que o mercado global de Derivativos poderá dobrar a cada três anos. Basta olhar para a volatilidade do câmbio, dos juros, dos índices de ações e das commodities em todo o mundo para entender por que as empresas correm atrás de Derivativos para fixar preços futuros. Nos EUA e Europa mais de 90% das empresas usam Derivativos; em nossos mercados só 10%. As Corretoras brasileiras estão se posicionando para ir atrás dos 90% que faltam. 
    Por operar cada vez mais em escala global, a BM&F está na China, em New York e na Argentina. E vai acelerar os entendimentos com as Bolsas de Rosário, na Argentina, e Dalian na China, além de procurar novos parceiros para a ampliação dos mercados de soja, energia e outras commodities.
    Dentre os novos projetos ressalta a “Roda do Dólar Pronto”, iniciada em Fevereiro/2006, e que na 1ª semana, apresentou media 240 negócios/dia, e volume médio de US$ 340 milhões/dia. Esse mercado está em processo de consolidação e a BM&F vem estudando aperfeiçoamentos na regulamentação e operacionalidade. Por exemplo: em breve nele poderão operar empresas exportadoras e importadoras, através das Corretoras de Câmbio. E, ainda neste semestre deve lançar a “Roda do Euro” e a “Roda do Yen”. Afinal, o Câmbio para as Corretoras, hoje, envolve a atuação nos mercados: a) Interbancário de Balcão, que movimenta em média de US$ 1,5 bilhão/dia; b) Roda do Dólar Pronto, para onde já migrou cerca de US$ 400 milhões/dia, quase um terço do total; c) Futuros que negocia Contratos de 50 mi; d) Clientes – com operações diretas de importação e exportação, remessas. Todos têm seu peso, e muita coisa pode mudar nesses mercados. 
    Em síntese, a BM&F e as Corretoras têm dois grandes desafios: atrair investidores do Interior do Brasil e ao mesmo tempo buscar os recursos dos grandes aplicadores europeus, asiáticos e americanos.
    Para “popularizar” seu mercado e atrair empresas não-financeiras, incluindo aquelas fora do eixo Rio/São Paulo, a Bolsa criou um programa de interiorização das Corretoras associadas. No mercado internacional, um dos avanços foi a recente autorização do governo da China para as empresas chinesas negociarem na BM&F. Além disso, a Bolsa terá um contrato de soja em conjunto com a Bolsa de Rosário, na Argentina. 
    Para reforçar a área de tecnologia, a Bolsa está investindo R$ 26,4 milhões. Boa parte será usado na criação de uma nova plataforma eletrônica de negociação.

Índice


AÇÃO - NOTICIÁRIO

Comitê de Educação da CVM e a Adeval

    A Adeval enviou carta ao presidente da CVM, Marcelo Fernandez Trindade, cumprimentando pela criação do Comitê Consultivo de Educação, através da Deliberação 498 (24/01/2006), da CVM.
    
    Diz o documento:
    “A Adeval (fundada em 1965) tem toda uma história de mais de 40 anos voltada para o aperfeiçoamento de profissionais no Mercado de Capitais, tendo sido uma das fundadoras do antigo Codimec - Comitê de Divulgação do Mercado de Capitais, e se orgulha inclusive de ter sido Membro do Conselho, de 1977 a 1991, inclusive presidido o órgão”.
    Do lado da educação, a Adeval já promoveu, ao longo de 1975 a 2005, cerca de 760 cursos e seminários, com a participação de mais de 17 mil profissionais do Mercado Financeiro e de Capitais, inclusive funcionários da própria CVM.
    Inclusive foi pioneira em cursos internacionais. Em 1980, 1981 e 1982, sob a coordenação do ex-presidente da CVM, Thomas Tosta de Sá, a Adeval realizou Seminários na New York University sobre o Mercado de Capitais norte-americano. O tema do seminário de 1982 foi “A importância e a função dos Mercados Futuros”.
    Como a Adeval não faz parte do referido Comitê, caso haja por bem modificar a referida Deliberação, colocamo-nos à disposição para ser incluída no Comitê permanente e continuar contribuindo para seus objetivos e projetos de atos normativos.”

    Objetivos – Dentre os objetivos do Comitê estão: 1) propor e apoiar o desenvolvimento de projetos que contribuam para promover melhores padrões de educação financeira da população, visando, assim, ao desenvolvimento do mercado de valores mobiliários; 2) propor o estabelecimento de parcerias, convênios ou outros mecanismos de cooperação, com entidades públicas e privadas, nacionais ou estrangeiras, que contribuam para a educação financeira da população.
    Dele fazem parte representantes da Abrasca, Anbid, Andima, Apimec, BM&F, Bovespa, Ibri, Ini. Ficaram de fora a Adeval e a Ancor, justamente quem atua na área de intermediação e distribuição de valores mobiliários. 

Índice


Meirelles e Levy na premiação dos “Bem Sucedidos 2006” 

    Foram realizada dia 22 de Maio, na Bovespa, a cerimônia de entrega dos diplomas aos “Bem Sucedidos 2006”, evento promovido pela Revista Banco Hoje, que contou com a presença do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Neste ano, a premiação, que está em sua 17 edição, fez homenagem especial a Joaquim Levy, vice-presidente do BID e ex-secretário do Tesouro Nacional. 
    A seguir, as personalidades que se destacaram nas oito categorias que compõem a homenagem: Especial - Joaquim Vieira Ferreira Levy, Vice-presidente do BID; Indústria - Maurício Botelho, presidente da Embraer; Comércio - José Gallo, presidente da Lojas Renner; Entidades - Manoel Felix Cintra Neto, presidente da BM&F; Instituições Financeiras - Carlos Eduardo Monteiro, presidente do Banco Nossa Caixa; Serviços - Caio Auriemo, presidente do Conselho Administrativo da Dasa; Agro-negócios - Rubens Ometto Silveira Mello, presidente da Cosan; Imprensa - George Vidor, Colunista de O Globo.
    Fizeram parte do Júri, os presidentes das principais Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais.

Índice


Ranking empresarial “The Economist”: Brasil perde 3 posições 

    Segundo um ranking elaborado pela divisão de análise do grupo editorial britânico “The Economist”, a Dinamarca será o país com melhor clima empresarial entre 2006 e 2010, enquanto no período entre 2001 e 2005 o Brasil perdeu três posições, passando do 42º lugar para o 45º.
    A Dinamarca, que obteve 8,82 pontos, ocupa a primeira posição no período 2001-2005. O segundo lugar do ranking foi para a Finlândia, que veio da sexta posição, seguido pelo Canadá, Cingapura, Holanda, Irlanda e Reino Unido.
    A Economist Intelligence Unit aplicou seu ranking sobre clima empresarial às 82 maiores economias do mundo, que reúnem mais de 98% da produção global, frente às 60 analisadas no período anterior. O estudo também leva em conta as oportunidades do mercado nesses países, as políticas em relação às empresas privadas, o sistema fiscal, o mercado de trabalho e o desenvolvimento de infra-estruturas. 
    O relatório destaca as disparidades registradas na zona do Euro, que conta com alguns dos países com melhor clima empresarial do mundo desenvolvido, como Finlândia (2o lugar) e Irlanda (6o lugar), mas também com alguns dos piores classificados, como a Grécia (44o lugar) e Itália (38o lugar). Os EUA caíram da quinta posição à oitava, devido, entre outros fatores, às preocupações pela estabilidade macroeconômica do país.
    A maioria dos países latino-americanos analisados perdeu posições no ranking, que leva em conta mais de 90 fatores, entre eles a atração do clima empresarial das nações estudadas, seu contexto político e econômico e sua estabilidade macroeconômica.
    O Chile, melhor país latino-americano classificado, com pontuação de 7,81, perdeu duas posições e passou do 20o lugar para o 22o no período entre 2001 e 2005. Também perdem posições México, que passa do 40o ao 42o com 6,88 pontos; Brasil, do 42o a 45o com 6,74 pontos, e Costa Rica, do 46o ao 49º com 6,43 pontos; Colômbia, que passa do 51o lugar para o 55º, e El Salvador, que passa do 47o para o 56o. A Argentina e a República Dominicana, por outro lado, se mantêm nas posições 57 e 66, respectivamente, enquanto o Peru passa do 55o lugar para o 59o. Os piores classificados são o Equador, que passa do 65o lugar para o 72o em 2006-2010; a Venezuela, que retrocede do 70o lugar para o 77o, e Cuba, que passa do 80o para o 81o.

Índice


Balanços, a próxima revolução silenciosa: XBRL na SEC

    A padronização de normas contábeis vai permitir a adoção da eXtensible Business Reporting Language (XBRL), nova linguagem de computador que faz softwares diferentes se comunicarem entre si sem erros, integrando balanços. Com ela as empresas vão evitar o trabalho de redigitar volumes imensos de cifras de um relatório financeiro para outro quando precisam integrar informações contábeis, o que compromete a eficiência”, afirma Edison Arisa Pereira, presidente do Ibracon - Instituto dos Auditores Independentes do Brasil.
    Nos EUA, a SEC criou o VFP, (ou “Programa Voluntário de Arquivamento”) em que companhias inscritas enviam seus arquivamentos para a SEC em formato XBRL em caráter experimental. Recentemente, o órgão norte-americano estendeu o prazo de adesão ao VFP até o dia 10 de março e, ao que tudo indica, vai fazer de tudo para agilizar a adoção da linguagem como padrão do sistema EDGAR, embora não haja uma data estabelecida. Isso também já vale para as empresas brasileiras com ADRs níveis 2 e 3, portanto é uma ótima oportunidade para começar. Todos devem estar atentos a essa revolução silenciosa, que envolve, além do departamento de RI, contadores, auditores, analistas, investidores e profissionais de TI. 
    A XBRL já está em uso em alguns países: o FDIC (equivalente ao Fundo Garantidor de Créditos) requer que bancos reportem dados em XBRL; a SEC (a CVM norte-americana) iniciou um programa de voluntários para reportar informações em XBRL. Mas para que a linguagem funcione, ela precisa de um dicionário - as taxonomias. Como cada país regulamenta a contabilidade de uma maneira, uma taxonomia específica é indispensável para fazer a ponte. Com a padronização, seria desnecessário.

    Linguagem inteligente
– O conceito por trás da linguagem XBRL é bem simples. Suponhamos que um investidor acesse um demonstrativo de resultados de uma empresa. Seja o acesso feito via relatório impresso ou diretamente pelo website, as informações são estáticas. Nada passa de um bloco de caracteres, texto ou dados que interpretamos. Esse mesmo demonstrativo em formato XBRL confere a cada item de informação identificação própria, capaz de ser interpretada por software. A informação ou dado se torna “inteligente”. 
    Ou seja, ao interpretar um valor na linha de “despesas operacionais”, por exemplo, um computador vai saber o significado do valor e da linha e diferenciá-las das demais. Não é à-toa que não raro o XBRL é tido como uma espécie de código de barras. 
    Os benefícios desta linguagem são muitos e claros. A padronização é um ponto crucial. Imagine um departamento de RI apresentando seus resultados trimestrais. Hoje, isso é feito necessariamente de maneira redundante, pois não existe um padrão para que os dados se adaptem aos diversos formatos de distribuição. O RI informa os resultados para a CVM em PDF via IPE, envia para os canais de wire como texto, publica em seu website em ASP ou HTML, imprime para a reunião pública com investidores e, se tiver ADR Nível 2 ou 3, envia para a SEC em HTML. 
    Com um modelo-padrão é possível montar qualquer tipo de relatório em instantes, substituindo a inserção manual de dados. Isso representa um ganho em governança corporativa uma vez que há um enorme salto qualitativo das informações prestadas ao mercado, pois a automatização confere mais precisão aos dados. 
    Segundo Edson Luiz Riccio (PhD), professor da USP e diretor do Tecsi – Laboratório de Tecnologia e Sistemas de Informação, o maior desafio para a adoção do XBRL no País é falta de obrigatoriedade por órgãos como a CVM e a Bovespa. “Por ser o Brasil um dos muitos países onde existe a tradição do chamado Code Law é natural que as empresas só adotem certas práticas quando isso se torna lei”, avalia. 
    “O Ibracon, por sua vez, ainda não tomou nenhuma resolução a respeito da adoção do XBRL, considerando que no Brasil o assunto ainda não ganhou escala. Mas apoiamos soluções que tragam mais segurança e praticidade aos processos de elaboração e divulgação de demonstrações contábeis, que é o que o XBRL permite”, diz Edison Arisa. “O XBRL deverá transformar, de forma fundamental, a produção, processamento e análises das informações financeiras, aumentando a eficiência e a relação custo-benefício”, acredita. 
    O Ibracon, juntamente com a CVM e a Comissão Consultiva de Normas Contábeis da CVM, vem elaborando e colocando em audiência pública, minutas de pronunciamentos e deliberações e que têm por objetivo reduzir gradativamente as assimetrias existentes entre as práticas contábeis brasileiras e as práticas contábeis internacionais. 

Índice


ABVCAP tem novo presidente

    Em cerimônia realizada na Bovespa, dia 12 de Junho, foi empossada a nova diretoria da ABVCAP – Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital, presidida por Marcus Regueira, sócio da gestora FIR Capital. O evento contou com a presença de representantes de importantes Fundos de Pensão do País e de representantes do BNDES, Finep, Bovespa, ABDI, e de entidades de classe como a Adeval
    O novo presidente da entidade tem como desafio incrementar a participação dos Fundos de Pensão e Fundos de capital estrangeiro em investimentos de private equity e venture capital no Brasil, inclusive promovendo, em parceria com a ABDI, dois “show room” – eventos de marketing institucional nos EUA, em Setembro. 

Índice


Revolução na educação de Finanças e “investment grade”

    O Banco Central do Brasil divulgou o Comunicado 14.259 (de 10 de Março de 2006) que revoluciona, antecipa etapas de melhoria, define rumos e estratégia, promove e reposiciona as informações financeiras derivadas da contabilidade bancária no Brasil. A opinião é de Nelson Carvalho, Professor da FEA-USP, e Presidente, Conselho Consultivo de Normas, IASB, Londres, Inglaterra.
    “Não tenho dúvidas de que esta iniciativa terá profundos efeitos positivos na redução de custos de captação de recursos financeiros não apenas para a indústria bancária mas, ademais, para os demais setores da economia brasileira.
    Também não tenho dúvidas de que este movimento ensejará continuidade e extensão a outras atividades empresariais, reguladas ou não-reguladas, bem como promoverá o início de profunda reforma na educação de Finanças, economia, contabilidade e direito em nosso País.
    Segundo Carvalho, os efeitos benéficos desta ousada iniciativa, merecedora de aplausos e de todo o apoio para o imenso trabalho que trará à nossa frente, resvalará para países vizinhos bem como para outras jurisdições com características semelhantes às nossas, de economias emergentes.
    É ademais perceptível que o Banco Central deu início a um processo sólido, desafiador porém amplamente comprometido em trazer o setor empresarial brasileiro mais em linha com as diversas atitudes de ajustes da economia brasileira para nos aproximarmos mais, e mais rapidamente, do tão desejado grau de ‘investment grade’.
    Para Carvalho, o comunicado do Banco Central coroa décadas de esforços de muitos, no Brasil e fora dele, rumo a um robusto conjunto de normas contábeis que explicitem adequadamente, em linguagem universalizada, despida de xenofobias e de casuísmos, o desempenho empresarial e os fluxos de caixa futuros dele esperados, tais como fotografados e divulgados nas demonstrações financeiras ou contábeis das empresas.
    “É um momento de glória, de conquista de um patamar ao lado das economias mais desenvolvidas do planeta, e de consagração da luta de todos nós que, longamente, travamos para dar à contabilidade financeira ou societária sua verdadeira condição de veículo de informação para a tomada de decisões econômicas.”

Guerra contábil – “Permitam-me um momento de extrema euforia ao afirmar que a guerra por melhores informações contábeis e nos relatórios financeiros, agora, de fato começa a ser ganha entre nós.
    A partir de 2010, portanto, em data totalmente semelhante às datas dos demais países, inclusive os desenvolvidos, a indústria bancária brasileira estará falando uma única – e a mais consistente, tecnicamente – linguagem contábil para comunicação com acionistas, credores, clientes, empregados e fornecedores.
    “Creio que devemos todos, crentes nessa meta e nessa missão, dizer “Obrigado’ aos diretores, profissionais e técnicos do Banco Central”.

    O Comunicado – O Comunicado 14.259, informa os procedimentos para a convergência das normas de contabilidade e auditoria aplicáveis às instituições financeiras e às demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil com as normas internacionais promulgadas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e pela International Federation of Accountants (IFAC) e determina: 

    1) No âmbito do Banco Central do Brasil, o desenvolvimento de ação específica, a ser concluída até 31 de Dezembro de 2006, com o objetivo de identificar as necessidades de convergência às normas internacionais de contabilidade e às normas internacionais de auditoria, promulgadas, respectivamente, pelo IASB e pela IFAC, aplicáveis às instituições financeiras. 
    2) A partir de referido diagnóstico, serão editados normativos objetivando a adoção de procedimentos para a elaboração e publicação de demonstrações contábeis consolidadas em consonância com os pronunciamentos do IASB a partir de 31 de Dezembro de 2010, bem como a observância das normas editadas pela IFAC para a prestação de serviços de auditoria independente no âmbito do Sistema Financeiro Nacional. 
    3) Dentro do horizonte do projeto, inclusive na fase de diagnóstico, o Banco Central do Brasil, a exemplo do que já vem desenvolvendo nos últimos anos, adotará os procedimentos necessários para atingir os objetivos de convergência, de modo a que as normas para a implementação em 2010 sejam editadas com a maior brevidade possível. 
    4) O Banco Central do Brasil promoverá o acompanhamento contínuo das normas editadas pelo IASB e pela IFAC, de modo a garantir que, uma vez obtida a convergência, essa seja mantida. 

Índice


Rede de comunicações Bovespa, BM&F e CBLC

    Através de Comunicado Externo Conjunto, datado de 6 de Abril/2006, a Bovespa, BM&F e CBLC informam que foi finalizada com sucesso a fase piloto da nova RCCF – Rede de Comunicações da Comunidade Financeira, que atenderá as três instituições.
    No dia 11, foi feita a apresentação no auditório da Bovespa, mostrando as características da nova rede e o processo de migração, com o respectivo cronograma de implantação. A migração para a nova estrutura de rede e serviços deverá contemplar todas as instituições, já que, até 31/7/2006, haverá a desativação total das estruturas que as atendem atualmente.

Índice


“Bovespa Vai Até Você”: 300 mil pessoas atendidas 

    O programa “Bovespa Vai Até Você”, iniciativa para popularizar o mercado de Ações, iniciado em 2002, atingiu em Maio/2006 a marca de 304 mil pessoas atendidas e 3.016 eventos realizados. Só neste ano quase 38 mil pessoas puderam conhecer de perto o mercado acionário e foram recebidos cerca de 5.500 contatos nos canais de atendimento do programa.
    Outro dado que vale ressaltar é o crescimento do número de Clubes de Investimento, uma das formas mais simples e fáceis de participar do mercado de ações. Atualmente, são mais de 1.450 clubes, que reúnem 121 mil cotistas e detêm R$ 8,3 bilhões em patrimônio investido.
    A esses números somam-se 55.268 contatos nos canais de atendimento, 1.028 atendimentos do Bovespa Delivery (equipe da Bolsa que vai até grupos interessados em formar clubes de investimento). A atuação por segmento do programa também impressiona:
    • O Bovespa Vai à Fábrica/Empresas, realizou 115 eventos em empresas de diversos Estados do Brasil, e foram firmadas parcerias com duas das principais centrais sindicais do País – a CGT - Confederação Geral dos Trabalhadores e a Força Sindical, além de eventos na CUT – Central Única dos Trabalhadores.
    • Bovespa Vai à Universidade, visitou 2.665 universidades de 16 estados, beneficiando cerca de 243.500 pessoas.
    • Bovespa Vai à Praia: quase 84 mil pessoas atendidas - o já percorreu o litoral de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
    • Bovespa Vai aos Municípios: já foram atendidos 195 municípios de oito regiões paulistas, no programa criado em parceria com a APM - Associação Paulista de Municípios e o Cepam - Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal (Cepam). 
    • Feiras e exposições: participação em 134 eventos – feiras, congressos e exposições, buscando ampliar o conhecimento dos mais diversos tipos de público sobre os conceitos do mercado de capitais. 
    • Programa Mulheres em Ação - Só em 2005, participou de 38 eventos, atingindo quase 12 mil mulheres. Em 2006, entre todos os eventos realizados destacam-se: o 2º Fórum Mulheres em Ação (em Abril), e o 1º Encontro de Conselhos da Mulher Empreendedora do Interior. 

Índice


Empréstimos de ações: ferramenta anti-risco

    O mercado já pode acompanhar em tempo real todas as etapas do processo de empréstimo de ações. Conforme comunicado enviado pela Bovespa, a CBLC – Cia. Brasileira de Liquidação e Custódia acaba de lançar o BTC Trades - ferramenta que permite a transmissão on-line, por meio de mensagens, das operações do seu banco de títulos. 
    O aplicativo permite a atualização em tempo real dos sistemas de controle de empréstimo de ativos, amplia a capacidade de registro dos negócios nas Mesas de Operações e cria condições para que o fluxo de informações seja automatizado, reduzindo, assim, o risco operacional. 
    Com essas funcionalidades, a partir de uma única tela, os operadores poderão confirmar, por exemplo, o fechamento de uma operação de forma imediata e também informar a seus clientes sobre as ofertas disponíveis para tomadores e doadores de empréstimos de ações, a cada etapa da operação, diz o comunicado. 
    O aplicativo já está disponível a todas as Corretoras interessadas, oferecendo, neste primeiro momento, a transmissão on-line do registro e fechamento das operações. 

Índice


Livros 

    IMF Companhias Abertas 2005/2006 – o Guia das Empresas Brasileiras de Capital Aberto. A obra, da IMF Editora Ltda. Conta com apóio institucional da Bovespa, com 596 páginas, contém informações sobre 565 empresas - www.imf.com.br - e todas as entidades do Mercado Financeiro e de Capitais. Imprescindível para quem atua no Mercado Financeiro e de Capitais.

    Judiciário ao Alcance de Todos – Noções básicas de juridiquês - Ediouro – 78 páginas – AMB – Associação dos Magistrados do Brasil - A obra é uma desafiadora a iniciativa da AMB de alterar a cultura lingüística dominante na área do Direito e acabar com textos em intrincado juridiquês. Aborda o Judiciário e a Mídia; expressões latinas e expressões jurídicas, Recursos – procedimentos e cartórios extrajudiciais; serviços – com telefones, links de sites jurídicos etc. A Justiça deve ser compreendida em sua atuação por todos e especialmente por seus destinatários. Compreendida, torna-se ainda mais imprescindível à consolidação do Estado Democrático de Direito. www.amb.com.br

    Mercado de Capitais e Crescimento Econômico – lições internacionais e desafios brasileiros – Organizado por Edmar Bacha e Luiz Chrysostomo de Oliveira Filho – Apresentação: Alfredo Egydio Setúbal; Prefácio: Pedro S. Malan, 416 páginas, editado por Contra Capa Livraria Ltda. www.contracapa.com.br 

    EnFin – Enciclopédia de Finanças – Luiz Fernando Rudge – Editora Saraiva - www.saraiva.com.br -, 382 páginas. A obra procura decodificar a enormidade de termos técnicos de finanças de maneira corretora, atual e imparcial. Reúne mais de 2.400 verbetes e expressões, aos quais foram adicionados acepções em formato compacto, de fácil compreensão e atualidade de conhecimentos. Fundamental para quem se interessa ou atua no Mercado Financeiro e de Capitais.

    O Diretor Executivo no Direito Brasileiro – Leslie Amendolara e Adilson Sanches, 134 páginas, Editora Forense Universitária -  www.forenseuniversitária.com.br -. A obra é um minucioso estudo sobre a ainda controversa natureza jurídica das responsabilidades, quer no âmbito societário, do direito trabalhista, previdenciário, ambiental e do consumidor do Diretor Executivo à luz do Direito comparado.

Índice


Corretoras: expansão geográfica e capacitação

    Várias Corretoras como a Socopa, Souza Barros, Fator, Ágora Sênior, Interfloat, Coinvalores e outras já estão se preparando para estabelecer pontos em outras praças aproveitando o material de apoio do programa “Expansão Geográfica das Corretoras”, encomendado pela Bovespa ao Grupo Cherto. Com a interiorização ou a ida das Corretoras para outras capitais, a expectativa é de que o volume atual da Bolsa aumente entre 35% e 60%. Afinal, foram analisados mais de 2 mil municípios brasileiros, faixa de consumo, volume de gastos, número de veículos e participação da cidade no PIB, mapeados os mercados com investidores pessoas-físicas potenciais e o estudo selecionou os mais promissores. 
    A população com renda mensal a partir de R$ 9 mil, foi o principal alvo do estudo, mas o espaço físico e a presença de profissionais locais no contacto com pessoas da região é vital, para ter respostas. 
    Marcelo Cherto afirma que o material preparado para as Corretoras, incluído nove pastas com informações, CDs, planilhas precisa ser ajustado à realidade de cada Corretora. No caso da Franquia, mostra como constituir a empresa, implantar, escolher ponto comercial, contratar recepcionista, pessoal etc. – desde a implantação, rotinas operacionais, recursos humanos, marketing local, gestão administrativa financeira e operacional. A partir daí, cada uma vai desenvolver o projeto ou contratar uma consultoria para fazê-lo.

Índice


AÇÃO - AGENDA

A interação com o mercado e debates

    A participação em reuniões, almoços, seminários, palestras etc., em eventos congregando dirigentes de Entidades de Classe, autoridades, políticos e especialistas, para debate de temas conjunturais, marcaram a Agenda do presidente Ney Castro Alves, e da diretoria da Adeval, nos meses de Abril a Junho de 2006. Dentre os diversos eventos destacam-se:

Abril/2006

03 a 05 – Realização da 47ª Reunião Anual da Assembléia de Governadores do BID - Banco Interamericano de Desenvolvimento e 21ª Reunião anual da Assembléia de Governadores da IIF - Corporação Interamericana de Investimentos, em Belo Horizonte. Nela, foi feita uma convocação à América Latina e ao Caribe para fechar o hiato entre o melhor desempenho econômico e os persistentes problemas de pobreza e desigualdade. Para o Brasil, a mais importante decisão foi a de ampliar os financiamentos para o setor privado, principalmente as PPPs - Parcerias Público-Privadas.

06 – Assinatura do Convênio para Qualidade Premium do algodão brasileiro, a convite da BM&F, com a participação de Peter Graham, presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão.

06 – Abertura do Seminário promovido pelo Sindireceita – Sindicato Nacional dos Técnicos da Receita Federal sobre “O Equilíbrio na Relação Fisco-Contribuinte – Defender o contribuinte: uma questão de cidadania”, com a participação de Deputados e Senadores, do Governador do Estado de São Paulo e Presidentes de Entidades de Classe.

07 – Premiação dos vencedores do simulado “Folhainvest em Ação 2005”, promovido pela Bovespa, jornal Folha de São Paulo e CNB.

12 - Reunião do Conselho Consultivo da BM&F.

20 a 23 – Fórum Empresarial promovido pelo Lide – Grupo de Lideres Empresariais.

25 - Entrega do prêmio “Lideres Empresarias estaduais e setoriais” eleitos pelo Fórum de Líderes da Gazeta Mercantil.

26 – Reunião da CNF.

26 - Workshop promovido pelo Lide com palestra de Edson G. Bueno, presidente da AMIL, sobre o tema Eficiência na Gestão de Pessoas e Empresas”.

27 - Seminário BM&F/iFHC sobre Energia e Crescimento: Cenários para a Economia Mundial e Oportunidades para o Brasil.

28 - Almoço promovido pelo Ibef com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Maio/06

04 - Seminário promovido pela BM&F sobre “Perspectivas para o Agribusiness em 2006-2007”, com a participação do Governador Cláudio Lembo e do Ministro Roberto Rodrigues.

05 – Reunião do Codemec.

05 – Lançamento do Programa de Qualificação Operacional do setor de intermediação e do Selo de Qualidade BM&F.

08 – Lançamento do livro de Fernando Henrique Cardoso: Arte da Política: a história que vivi.

09
- Almoço promovido pela Bovespa com palestra de Thomás Tosta de Sá sobre o tema “Novo Modelo Previdenciário”

22 - Entrega de prêmio “Bem Sucedidos 2006”, promovido pela Revista Banco Hoje

23 - Almoço do Conselho da Bovespa e convidados para apresentação da pesquisa sobre jovens, elaborada pela Ação Jovem do Mercado de Capitais.

26 – Reunião-Almoço promovida pela Adeval com o Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (ver matéria nesta edição).

29 – Lançamento do Código de Auto Regulação Anbid para Private Banking.

Junho/06

05 a 06 – 8º Encontro Abrasca/Ibri – Instituto Brasileiro de Relações com Investidores.

05 a 08 – 31a. Conferência da Iosco – Organização Internacional das Comissões de Valores, realizada em Hong Kong.

Índice


MERCADO FINANCEIRO DE CAPITAIS

Melhores práticas de Prevenção à Lavagem de Dinheiro

    A ABBI – Associação Brasileira de Bancos Internacionais preparou importante documento sobre “Melhores práticas de Prevenção à Lavagem de Dinheiro”, um trabalho consultivo que compilou as melhores práticas adotadas pelas instituições participantes da entidade e de grande importância para Corretoras e Distribuidoras de Valores.
    Tudo começou quando em uma discussão iniciada no Comitê de Compliance da ABBI - Associação Brasileira dos Bancos Internacionais, percebeu-se a necessidade da consolidação em um único documento das melhores práticas com relação ao assunto “Prevenção e Combate às Atividades de Lavagem de Dinheiro”. Existe literatura própria sobre o tema, inclusive diversos livros sobre o assunto, entretanto, muitos deles abordam exclusivamente os normativos ou a análise sobre a legislação. 
    Por ser, de certa forma, um assunto ainda novo no Brasil, conclui-se que existe uma necessidade de criação e compilação daquilo que poderia ser determinante e um ponto de início para o estabelecimento das boas práticas para a prevenção de operações suspeitas. 
Nesse sentido, e verificando que os procedimentos que cada instituição vem adotando para combater e prevenir a lavagem de dinheiro são bem amplos, interessantes e diferenciados, constatou-se que o compartilhamento dessas experiências, técnicas ou ferramentas de controle poderia incrementar de uma maneira mais uniforme a prevenção às atividades de lavagem de dinheiro pelas instituições financeiras e/ou autorizadas a operar pelo Banco Central do Brasil. Desta discussão, surgiu a idéia de se elaborar um trabalho consultivo, compilando as melhores práticas adotadas pelas instituições participantes da ABBI. 
    O trabalho iniciou-se com um questionário que abrangeu diversas questões relacionadas ao tema. Este questionário foi respondido por 32 instituições associadas à ABBI e seguiu como ponto de partida para o desenvolvimento do trabalho. Além das respostas ao questionário, o grupo de estudos baseou-se em suas próprias experiências e conhecimentos, realizou pesquisas amplas em diversas fontes nacionais e internacionais e diversas reuniões para discussão do material. Ele tem quatro Capítulos que tratam de:

1) Capítulo I – Histórico, Lavagem de Dinheiro, Coaf – Conselho de Controle de Atividades Financeiras.
2) Capítulo II – Ferramentas de Controle – Cadastro de Clientes, Conheça seu Cliente (Know Your Client), Aprovação de Clientes, Conheça seu Funcionário (Know Your Employee), Avaliação de Produtos, Procedimentos de Controle e Monitoramento de Operações. 
3) Capítulo III – Informações Às Autoridades Locais e Internacionais – Jurisdição das Autoridades Administrativas Brasileiras; Comunicações ao Banco Central do Brasil: Pcaf500, CVM, Susep, Previc, Coaf, Anteprojeto da Lei 9.916/1998.
4) Capítulo IV – Legislação - Base Normativa: Normas Correlatas (Leis Federais e Normas do Coaf), Banco Central do Brasil, CVM, Susep, Entidades Fechadas de Previdência Privada – EFPP, Ministério da Fazenda. 

    O estudo mostra que lavar dinheiro nada mais é do que transformar dinheiro sujo (origem ilícita) em dinheiro limpo (origem lícita), e os mecanismos mais utilizados no processo envolvem teoricamente três etapas independentes que, com freqüência, ocorrem simultaneamente:

    1) Colocação – a primeira etapa do processo é a colocação do dinheiro no sistema econômico. Objetivando ocultar sua origem, o criminoso procura movimentar o dinheiro em países com regras mais permissivas e naqueles que possuem um sistema financeiro liberal. A colocação se efetua por meio de depósitos, compra de instrumentos negociáveis ou compra de bens. Para dificultar a identificação da procedência do dinheiro, os criminosos aplicam técnicas sofisticadas e cada vez mais dinâmicas, tais como o fracionamento dos valores que transitam pelo Sistema Financeiro e a utilização de estabelecimentos comerciais que usualmente trabalham com dinheiro em espécie. 

    2) Ocultação – a segunda etapa do processo consiste em dificultar o rastreamento contábil dos recursos ilícitos. O objetivo é quebrar a cadeia de evidências ante a possibilidade da realização de investigações sobre a origem do dinheiro. Os criminosos buscam movimentá-lo de forma eletrônica, transferindo os ativos para contas anônimas – preferencialmente, em países amparados por lei de sigilo bancário – ou realizando depósitos em contas “fantasmas”. 

    3) Integração – nesta última etapa, os ativos são incorporados formalmente ao sistema econômico. As organizações criminosas buscam investir em empreendimentos que facilitem suas atividades – podendo tais sociedades prestar serviços entre si. Uma vez formada a cadeia, torna-se cada vez mais fácil legitimar o dinheiro legal. 

    Nos seus nove capítulos o trabalho mostra: Histórico da Lavagem de dinheiro; Ferramentas de controle; Cadastro de clientes; Conheça seu cliente (know your client), Aprovação de clientes; Conheça seu funcionário (know your employee); Avaliação de produtos; Procedimentos de controle e monitoramento de operações; Informações às autoridades locais e internacionais; Jurisdição das autoridades administrativas brasileiras; Comunicações ao Banco Central, CVM, Susep, Previc, Coaf, Legislação. 
    Hoje em dia, infelizmente, as estatísticas já apontam para a cifra de um trilhão de dólares lavados por ano no mundo. Diante deste montante estarrecedor, tanto agências reguladoras quanto instituições financeiras viram -se compelidas a tomar atitudes efetivas com o propósito de reprimir este crime. 

    Setores mais visados – Segundo o COAF – Conselho de Controle de Atividades Financeiras, órgão no âmbito do Ministério da Fazenda, alguns setores são muito visados no processo de Lavagem de Dinheiro, sendo os mais conhecidos: Instituições Financeiras, Paraísos fiscais e centros “offshore”, Bolsas de Valores, Companhias Seguradoras, Mercado Imobiliário, Metais Preciosos, Jogos e Sorteios.
    O estudo da ABBI mostra exemplos de lavagem de dinheiro em: 1) Montagem de estrutura com utilização de Treasury Bills (“T Bills” – títulos de curto prazo; 2) Clube de Investimentos; 3) Convênio de folha de pagamento; 4) Mercado de Câmbio de Taxas Flutuantes; 5) Investimento Estrangeiro Superavaliado.
    E revela alguns procedimentos e controles relacionados com a atividade de Cadastro de Clientes e que fortalecem sua atuação, como Ficha Cadastral, Segregação das Contas, Responsabilidade por Gerente, Contas movimentadas por procuração, Correspondências, Revisão e Atualização do Cadastro, interação com a Serasa, Bloqueio Interno de Contas Com Pendências, Qualificação do Cliente (Sensibilidade).
    Nas instituições internacionais os principais tópicos abordados são: 1) Manuais de PLD (Prevenção à Lavagem de Dinheiro); 2) Política de Compliance e Aceitação de Clientes (KYC – Know Your Client); 3) Exigências da legislação brasileira; 4) Procedimentos preventivos; 5) Comunicação ao Banco Central do Brasil; 6) Exemplos de operações suspeitas; 7) Procedimentos de controles específicos das áreas Tesouraria Administrativa e processamento de operações de Câmbio; 8) Treinamento; 9) Intranet; 10) Conflito de Interesses e Chinese Wall; 11) Prevenção e Controle de Fraudes, 12) Código de Ética e Conduta. 
    A integra do trabalho sobre “Melhores Práticas de Prevenção à Lavagem de Dinheiro”, bem como trabalhos especiais sobre a “Função do Compliace” podem ser obtidas no site da entidade: http://www.abbi.com.br/trabalhos.php
    O objetivo é servir como um guia para auxiliar os seus leitores em assuntos de natureza prática relacionados à Prevenção e Combate às Atividades de Lavagem de Dinheiro, e ao Compliance.

Índice


OPINIÃO

Derivativos: 9,9 bilhões de contratos
Ney Castro Alves (*)

    Um recorde! Exatos 9.899.780.283 de contratos foram negociados nas Bolsas de Futuros e Opções de todo o mundo em 2005, segundo estudo que acaba de ser divulgado pela FIA – Futures Industry Association. Esse fantástico volume dá bem uma idéia da importância da gestão do risco para produtores, comerciantes, investidores institucionais, pessoas-jurídicas financeiras e não-financeiras e investidores estrangeiros que buscam proteger-se contra o risco de variação de preços nos segmentos de mercado onde atuam. 
    As estatísticas revelam um incrível crescimento de 312,5% em relação a 1999, e uma evolução constante: 2,4 bilhões em 1999; 3,0 bilhões no ano 2000; 4,4 bilhões em 2001; 6,2 bilhões em 2002; 8,2 bilhões em 2003; 8,9 bilhões em 2004, e 9,9 bilhões em 2005. 
    O Brasil tem papel de destaque no ranking das principais Bolsas do Mundo: a BM&F ocupa o 5o lugar entre as 40 maiores Bolsas de Futuros (não inclui Opções); e a Bovespa ocupa o 8o lugar no ranking das 58 maiores Bolsas de Futuros e Opções. 

    As maiores Bolsas de Futuros e Opções
– Quem é responsável por todo esse crescimento? Embora estejamos vendo em todo o mundo a descoberta de preços e o gerenciamento de risco – principalmente na China, Índia, Brasil e Taiwan – o número de Bolsas não cresceu. Enquanto novas Bolsas foram adicionadas à lista, número igual saíram. A FIA registra 58 Bolsas de Futuros e Opções e Mercado a Termo hoje, contra 59 em 1999. 
    O que cresceu foram os volumes negociados principalmente nas 5 maiores Bolsas: em 1999, a Eurex, CBOT, CBOE, CME e a Monep, detinham 53% do volume; em 2005, a Korea Exchange, Eurex, CME, Euronext e CBOT que responderam por 6,37 bilhões de contratos negociados, 64% do volume mundial. E as 10 primeiras (onde se inclui a Bovespa, em 8o lugar) respondem por 80% do total.
    No ranking das 58 Bolsas que incluem o volume de Futuros e Opções (Global Futures and Options), do topo das cinco Bolsas hoje, a líder Korea Exchange teve, sem dúvida o maior crescimento de volume, avançando incríveis 2.570%, de 97,1 milhões de contratos negociados em 1999 para 2,59 bilhões de contratos em 2005. As outras Bolsas também experimentaram crescimento excepcional: a Eurex, cresceu 230%, com 1,25 bilhões de contratos negociados em 2005; a CME cresceu 443% (com 1,09 bilhão de contratos); a Euronext.liffe 156% (757,9 milhões) se considerada a consolidação das Bolsas de Paris, Belfox, Amsterdã, Lisboa e Liffe; a CBOT 165% (674 milhões de contratos); a BM&F 232% (187,8 milhões). 
    Recém-chegados notáveis incluí a Bovespa – Bolsa de Valores de São Paulo (8a no ranking), com 268,6 milhões de contratos; a Mexican Derivatives Exchange (15a) com 108,2 milhões; a National Stock Exchange of Índia (14a), com 131,7 milhões; a Dalian Commodity Exchange (17a), com 99,2 milhões. 

Global Futures and Options Volume

2005
Ranking
Bolsa  2005 Volume 2004 Volume Variação
%
1 Korea Exchange 2.593.088.445  2.586.818.602 0,2%
2 Eurex  1.248.748.152 1.065.639.010 17,2%
3 Chicago Mercantile Exchange  1.090.351.711 1.090.351.711 35,4%
4 Euronext.liffe  757.926.860 790.761.844 -4,2%
5 Chicago Board of Trade 674.651.393 599.994.386 12,4%
6 Chicago Board Options Exchange  468.249.301 361.086.774 29,7%
7 Intemational Securities Exchange  448.695.669 360.852.519 24,3%
8 Bovespa 268.620.460 235.349.514 14,1%
9 New York Mercantile Exchange  204.611.537 163.157.807 25,4%
10 American Stock Exchange  201.631.832 202.680.929 -0,5%
11 Bolsa de Mercadorias & Futuros 199.446.464 183.427.938 8,7%
12 Philadelphia Stock Exchange  162.596.932 133.401.278 21,9%
13 Pacific Exchange  144.780.498 103.262.458 40,2%
14 National Stock Exchange of India  131.651.692 75.093.629 75,3%
15 Mexican Derivatives Exchange  108.177.276 210.395.264 -48,6%
16 OMX Exchanges 103.509.936 95.047.814 8,9%
17 Dalian Commodity Exchange  99.174.714 88.034.153 12,7%
18 Taiwan Futures Exchange  92.659.768 59.146.376 56,7%
19 London Metal Exchange  78.628.852 71.906.901 9,3%
20 Boston Options Exchange   78.202.185 20.741.271 277,0%
21 Tel-Aviv Stock Exchange  70.088.945 43.375.943 61,6%
22 Sydney Futures Exchange  63.324.966 53.969.445 17,3%
23 Tokyo Commodity Exchange 61.814.289 74.511.734 -17,0%
24 JSE Securities Exchange South Africa  51.318.175 38.347.861 33,8%
25 Osaka Securities Exchange  44.172.264 32.626.063 35,4%
26 ICE Futures (former1y IPE)  42.055.085 35.540.783 18,3%
27 MEFF Renta Variable  40.217.657 28.740.007 39,9%
28 New York Board of Trade  37.945.585 31.729.591 19,6%
29 Shanghai Futures Exchange  33.789.754 40.577.373 16,7%
30 Bourse de Montreal  28.685.391 21.815.128 31,5%
31 Zhengzhou Commodity Exchange  28.472.570 24.237.274 17,5%
32 Singapore Exchange  26.026.128 28.418.757 -8,4%
33 ltaIian Derivatives Market  25.870.521 18.272.516 41,6%
34 Tokyo Grain Exchange  25.600.339 25.744.922 -0,6%
35 Hong Kong Exchanges & Clearing  25.523.007 19.629.692 30,0%
36 Tokyo Stock Exchange  24.349.760 19.612.565 24,2%
37 Australian Stock Exchange  23.587.690 20.485.729 15,1 %
38 Central Japan Commodity Exchange  21.949.566 33.193.259 -33,9%
39 Mercado a Termino de Rosario  13.415.449 8.163.545 64,3%
40 Tokyo Financial Exchange  11.098.338 7 7.657.510 44,9%
41 Budapest Stock Exchange  8.913.470 4.254.595 109,5%
42 Oslo Stock Exchange  6.200.067 5.351.734 15,9%
43 Warsaw Stock Exchange  5.587.515 3.687.877 51,5%
44 OneChicago  5.528.046 1.922.726 187,5%
45 Kansas City Board of Trade  3.953.536 3.089.103 28,0%
46 Bursa Malaysia Derivatives Berhad  2.459.745 2.632.543 -6,6%
47 Eurex US 2.200.384 6.186.808 -64,4%
48 Winnipeg Commodity Exchange  2.076.630 2.054.296 1,1%
49 Osaka Mercantile Exchange  1.602.257 3.842.553 -58,3%
50 Minneapolis Grain Exchange  1.422.386 1.416.282 0,4%
51 Wiener Boerse 1.045.306 2.242.475 -53,4%
52 New Zealand Futures Exchange  986.073 497.181 98,3%
53 Kansai Commodities Exchange  937.201 2.806.740 -66,6%
54 Fukuoka Futures Exchange  891.549 3.036.733 -70,6%
55 Budapest Commodity Exchange  569.479 1.300.726 -56,2%
56 Yokohama Commodity Exchange  384.069 1.164.811 -67,0%
57 CBOE Futures Exchange  177.632 91.332 94,5%
58 Mercado a Termino de Buenos Aires   135.736 85.593 58,6%

Fonte: FIA/Tofapress

    Contratos mais negociados – Igualmente interessante é uma comparação da lista top dos 10 contratos dos mercados a termo e contratos de opções negociados em 1999 contra 2005. Seis dos contratos top da lista dos 10 mais em 1999 ainda estão na lista hoje: Kospi 200 Options, Eurodóllar Futures, Euro-Bund Futures, 10 Year T-Note Futures, Euribor Futures e Euro-Bobl Futures. Em 1999, no topo das 10 da lista também incluiu mercados a termo de  T-Bond norte-americanos e opções (mercados a termo de T-Bond estão atualmente em 15o lugar e opções em 61o), Cac 40 Index Options (em 33o lugar), e Crude Oil (em 21o lugar). Estes contratos foram substituídos por E-míni S&P 500 index futures, Eurodólar Options, Euro Schatz e Euro de DJ Stoxx 50. 

    Os 20 contratos mais negociados são mostrados na tabela abaixo.

Derivativos – Top 20 Contratos 
(Em milhões-net of individual equities)

Ranking

Contrato

2004 2005
1

Kospi 200 Options, Korea Exchange

2.535,2

2.521,6

2

Eurodollar Futures, CME

410,4

297,6

3

Euro-Bund Futures, Eurex 

299,3

239,8

4

10-YearT-Note Futures, CBOT 

215,1

196,1

5

E-mini S&P 500 Index Futures, CME 

207,1

167,2

6

Eurodollar Options, CME 

188,0

130,6

7

Euribor Futures, Euronext,liffe 

166,7

157,7

8

Euro-Bobl Futures, Eurex 

158,3

159,2

9

Euro-Schatz Futures, Eurex 

141,2

122,9

10

DJ Euro Stoxx 50 Futures, Eurex 

139,9

121,7

11

5 Year T-Note Futures, CBOT 

121,9

105,5

12

1-Day Interbank Deposit Futures, BM&F 

121,3

100,3

13

TlIE 28-Day Interbank Rate Futures, Mexder 

99,8

206,0

14

DJ Euro Stoxx 50 Options, Eurex 

90,8

71,4

15

30- Year T-Bond Futures, CBOT 

86,9

72,9

16

Taiex Options, Taifex 

80,1

43,8

17

E-mini Nasdaq 100 Futuras, CME 

72,4

77,2

18

S&P 500 Index Options, CBOE 

71,8

49,5

19

Sterling Futures, Euronext,liffe 

68,0

51,3

20

TA-25 Index Options, TASE 

63,1

36,9

Fonte: FIA/Tofapress

    As maiores Bolsas de Futuros – No ranking de Bolsas de Futuros (onde os volumes não incluem Opções), a FIA classifica 40 Bolsas em todo o mundo, que negociaram um total de 3,95 bilhões de contratos. As 5 primeiras são a CME – Chicago Mercantile Exchange com 883,1 milhões de contratos negociados, seguida da Eurex (784,9 milhões), CBOT (561,1 milhões), Euronext.liffe (343,8 milhões), e a BM&F – Bolsa de Mercadorias & Futuros (187,8 milhões), que negociaram 2,76 bilhões de contratos, ou 70% do total. 
A lista das 10 primeiras também inclui a Nyme – New York Mercantile Exchange (166,6 milhões de contratos negociados), National Stock Exchange of India (116,3 milhões), Mexican Derivatives Exchange (108,0 milhões), a Dalian Commodity Exchange (99,2 milhões), e a London Metal Exchange (70,4 milhões). 
    Esses números retratam o que é esse fantástico mercado de Derivativos. Um fato para o qual já chamávamos a atenção em nosso livro “Mercados Dinâmicos, Princípios eternos” (Dez./1999, Cultura Editores), no Capítulo 4 “Dez anos de risco”. Em relação ao gerenciamento de risco corporativo, dizíamos (pg. 87): “O gerenciamento de risco é essencial na economia de mercado moderna. As estratégias de hedge salvaram muitas firmas de perdas de proporções calamitosas e construíram muitas fortunas”. E, mais adiante: “A maior integração da indústria de Seguros e Derivativos é uma das previsões mais confiáveis para a próxima década. Outra aposta segura, é que a utilização por corporações não-financeiras, principalmente multinacionais, de Derivativos continuará a aumentar.” 

</

As 40 maiores Bolsas de Futuros
(NÃO INCLUI OPÇÕES)

Ranking 2005

Bolsa

2005 Volume

2004 Volume

Variação %

1

Chicago Mercantile Exchange 

883.118.526

664.884.607

32,8%

2

Eurex

784.896.954

684.630.502

14,6%

3

Chicago Board of Trade 

561.145.938

489.230.144

14,7%

4

Euronext.liffe

343.829.658

311.053.230

10,5%

5

Bolsa de Mercadorias & Futuros

187.850.634

173.533.508

8,3%

6

New York Mercantile Exchange 

166.608.642

133.284.248

25,0%

7

National Stock Exchange of India

116.286.968

67.406.562

72,5%

8

Mexican Derivatives Exchange 

107.989.126

210.355.031

-48,7%

9

Dalian Commodity Exchange 

99.174.714

88.034.153

12,7%

10

London Metal Exchange 

70.444.665

67.171.973

4,9%

11

Tokyo Commodity Exchange 

61.780.446

74.447.426

-17,0%

12

Sydney Futures Exchange 

60.091.807

50.968.901

17,9%